domingo, 30 de janeiro de 2011

Trote universitário

Quando não se tem nada em mente direcionado, pertinente para se escrever, o que faço é tentar ordenar meu caos interno buscando algo que se destaque mesmo que seja inconsciente. Escrever sobre sexo, sexto sentido masculino, campeonato goiano (vila-nova \o/), religião ou ausência dela nas minhas práticas rotineiras, concurso público, amor, desamores, desigualdade social como o maior desafio do século XXI, AINDA, (um dos meus desamores), da primeira presidenta da República Federativa do Brasil ou sobre o curto tempo que os pais passam junto aos seus filhos, não é minha intenção, entretanto o que irei comentar nesse post ou tentar é sobre nossa querida prática violenta de recepcionar calouros nas universidades pelo Brasil a fora, especificamente na Universidade de Brasília-UnB.

EU SOU CONTRA O TROTE seja humilhante
 ou solidário. Não é ser maniqueísta e sim ter a consciência que esse "rito de passagem" não se completa quando o universitário é humilhado, agredido ou tem que fazer trabalho solidário com os veteranos do seu curso e sim quando o indivíduo estuda bastante para ser aprovado no vestibular e seu nome sai expresso na lista dos aprovados, o indivíduo faz a matrícula, começa a cursar... isso sim é o "rito de passagem" e não essa balela violenta que tem como objetivo inatingido, na maioria dos casos, de integrar o calouro na universidade e no curso.

Sei também que existem muitas pessoas que, realmente percebe o trote universitário como o momento impar para quem entra na universidade. "Só me sinti universitário(a) depois que me sujaram de tinta e farinha" são expressões frequentes que escuto e escutei. A questão da prática do trote violento torna-se dificil de ser rompida devido esses argumentos (legítimo pois se a pessoa quer ser sujada de farinha ou tinta e isso possui significado positivo para ela não vejo motivos para não suja-la). 

O ciclo vicioso do trote humilhante, violento continua a girar:
UnB 2011

Será que estamos preparados para acabar com o trote universitário violento? Queremos mesmo romper com essa prática?

Espero que esse tipo de post possa abrir espaço para discussão dessa prática as avessas de integração.

Por: Goianu Gomes

Ps.: Gentileza gera gentileza.

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